25 anos Imagina: À Descoberta na Europa e no Mundo

Estávamos próximos do ano 2000 e o mundo da tecnologia começou a antecipar uma falência generalizada de todos os sistemas informáticos devido ao bug do milénio provocado pela alteração da data de 1999 para 2000.

O bug do milénio teve um impacto mínimo na sociedade digital e nunca foi motivo para nos inibir de alcançar os nossos sonhos.

Foi na viragem do milénio que tivemos o nosso 1º projeto europeu, o Playground , no âmbito do EU i3net – programa Esprit. Um consórcio constituído pela Imagina (ou Cnotinfor), o Institute of Education da Universidade de Londres (Reino Unido), Comenius University de Bratislava (Eslováquia), Universidade de Estocolmo  de Uppsala (Suécia) e a empresa Logotron de Cambridge (Reino Unido). Todas estas instituições se uniram para partilhar e gerar conhecimentos científicos e ferramentas tecnológicas para a educação.

Deste projeto nasceu a Floresta Mágica, um software baseado no conceito de modelação e construção de jogos a partir de regras de condição e ação.

Mais tarde, em 2002, voltamos abraçar um novo projeto europeu, o COLABS, sobre laboratórios de aprendizagem colaborativa na Internet, em parceria com Eötvös Loránd University, Informatics Methodology Group, TeaM Lab (Hungria), Comenius University, Faculty of Mathematics, Physiscs and Informatics, Department of Informatics Education (Eslováquia), OEIiZK, Centre for Informatics and Technology in Education (Polónia) e as empresas Logotron (Reino Unido) e A.W. Bruna Publishers (Holanda). Este projeto permitiu à Imagina aprender sobre e desenvolver plataformas colaborativas baseadas na Internet. O nosso papel como empresa foi o desenvolvimento de uma ferramenta pedagógica para estimular o gosto pela leitura e pela escrita.

 

Logo em 2003, rumámos para o Brasil e coordenámos dois projetos para o Banco Mundial: “Educação Inclusiva no Brasil“ (2003) e “Desenvolvimento Inclusivo e Deficiência no Brasil” (2005). Aprendemos imenso com os melhores especialistas do Brasil e contribuímos para mais e melhor inclusão no Brasil, nas áreas da educação e das necessidades educativas especiais.

2004, foi um marco importante para a Imagina: o paradigma da tecnologia na educação começa a mudar, o conceito de TIC na Educação muda para um conceito em que a tecnologia deixa de ser somente uma ferramenta e passa a ser uma força na aprendizagem dos alunos.

O conceito de Aprendizagem Enriquecida pela Tecnologia surge no âmbito do projeto Network of Excellence Kaleidoscope (EC FP6).  Esta rede era constituída por 70 instituições de investigação, oriundas de 23 países europeus e americanos, na área da utilização das tecnologias na educação do futuro e fomos responsáveis pela área de Transferência de Tecnologia do grupo de trabalho Academy – Industry Digital Alliance Strategic Group. O nosso sucesso neste projeto deu origem a um Estudo de Caso sobre o tema: transferência de tecnologia de universidades para empresas e comunidade educativa em geral. A partir deste momento, toda a realidade do software educativo passou a ser diferente.

Em 2008, procurámos uma forma diferente de enriquecer a aprendizagem, quisemos estudar a forma como o ser humano pode estabelecer relações de longo prazo com robots e companheiros virtuais e as implicações que isso pode ter no seu desenho, construção e usabilidade.

O projeto LIREC: LIving with Robots and intEractive Companions trouxe à Imagina um novo conceito para o software educativo: o companheiro virtual que serve de tutor e que através das suas expressões emocionais consegue dar um feedback sobre as ações do utilizador. Neste contexto surgiu o Pequeno Mozart, que ficou disponível primeiro para computador, mas rapidamente evoluiu para smartphones e tablets levando-nos para a nova geração tecnológica dos dispositivos móveis.

Atualmente, estamos com outro projeto europeu que vai mudar o paradigma do ensino das ciências. O TEMI (Teaching Enquiry with Mysteries Incorporated  – Ensinando a Investigar através de Enigmas) tem como objetivo a formação de professores para ajudar a transformar as práticas de ensino da ciência e da matemática em toda a Europa, propondo recursos inovadores e desafiantes e o apoio necessário para uma efetiva abordagem do ensino da ciência e da matemática através da investigação.




Colocado no dia: 18 Março 2014 às 15:50

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Artigo escrito por: Diogo Ferreira

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